Cerimônia em homenagem ao Armistício da 1ª Guerra Mundial

por CCMM

CERIMÔNIA EM HOMENAGEM AO ARMISTÍCIO DA 1ª GUERRA MUNDIAL
(CLC Joselito Câmara)
Em 11 de novembro de 2021, o Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN) realizou a cerimônia
em homenagem ao Armistício da 1ª Guerra Mundial, em frente ao busto do Almirante Pedro Max
de Frontin, na Praça Mauá, Centro (RJ).
O Armistício de Compiègne foi assinado há 103 anos, na cidade de mesmo nome, na França, estabelecendo o fim das hostilidades na Frente Ocidental, sendo um ato decisivo para a assinatura do
Tratado de Versalhes, no ano seguinte, que encerrou oficialmente a 1ª Guerra Mundial.
Naquela Guerra, o Brasil manteve uma atitude de neutralidade até meados de 1917, quando um
submarino alemão afundou quatro navios mercantes nacionais, na Europa. Assim, após a Conferência Interaliada, ocorrida em novembro do mesmo ano, em Paris, o Governo brasileiro empenhou-se em três esforços de atuação: enviar uma missão médica composta de médicos-cirurgiões
civis e militares para atuar em hospitais de campanha do Teatro de Operações europeu; enviar um
contingente de oficiais aviadores, da Marinha e do Exército, para integrar a recém-criada Força
Aérea Britânica e empregar parte da Esquadra no Teatro de Operações do Atlântico, atuando na
guerra antissubmarino.
Destarte, foi organizada a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), composta pelos Cruzadores “Rio Grande do Sul” e “Bahia”, Contratorpedeiros “Piauhy”, “Rio Grande do Norte”,
“Parahyba” e “Santa Catarina”, Cruzador-Auxiliar “Belmonte” e Rebocador “Laurindo Pitta”, sob
o comando do Contra-Almirante Pedro Max Fernando de Frontin.
Essa Divisão Naval foi incumbida de neutralizar a ação dos submarinos inimigos na área marítima
compreendida entre a cidade de Dacar, na costa africana, o Arquipélago de São Vicente, no Atlântico e Gibraltar, na entrada do Mar Mediterrâneo.
A carência de sobressalentes, a dificuldade para prover o abastecimento de combustível aos seus
navios e a pandemia conhecida como “gripe espanhola”, que tirou a vida de 156 militares, não impediram que aquela destemida Força Naval cumprisse sua missão com eficiência. Em 11 de novembro de 1918, com os navios brasileiros fundeados em Gibraltar, foi assinado o Armistício da
Grande Guerra, que encerrou a participação brasileira no Teatro de Operações europeu.

Para celebrar a data, o Com1ºDN realizou uma Cerimônia Militar, presidida pelo Diretor de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante (RM1) José Carlos Mathias, representando o Comandante de Operações Navais, com a leitura da Ordem do Dia e a aposição floral
junto ao busto do Almirante Frontin, prestigiada pelo Cônsul-Geral da França, pelo Cônsul britânico no Rio de Janeiro, pelo Cônsul da Bélgica, pelo Adido Militar da França no Rio de Janeiro, por
representantes das OMs subordinadas ao Comando de Operações Navais no Rio de Janeiro, por
representante do Exército e da Força Aérea Brasileira, por representantes de Associações de Excombatentes da 2º Guerra Mundial, pelo Presidente dos Escoteiros do Mar-RJ e pelo 2º Vicepresidente do Centro de Capitães da Marinha Mercante. Simultaneamente, a bordo do Rebocador
“Laurindo Pitta”, houve o lançamento de flores ao mar em memória daqueles que pereceram no
conflito defendendo a Pátria. Por fim, a canção da Divisão Naval em Operações de Guerra foi cantada por todos os presentes, seguida do emocionante “Toque de Silêncio”, encerrando a especial
homenagem.
Em sua Ordem do Dia, o Comandante de Operações Navais relembrou a criação da DNOG, ressaltou os desafios operacionais e logísticos enfrentados em um Teatro de Operações distante do País,
bem como enalteceu o fogo sagrado do Marinheiro Brasileiro e a determinação do Almirante Frontin no cumprimento do dever.
Ressalta-se que a cerimônia foi realizada em conformidade com as medidas de enfrentamento à
Covid-19, em vigor na cidade do Rio de Janeiro.

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