Fernão de Magalhães

por CCMM_gp

O Porto Chibatão, em Manaus, recebeu em 26 de setembro de 2013 o batismo do Fernão de Magalhães. A escolha do local colocou a região amazônica no centro da apresentação de um navio destinado à cabotagem. Para a Aliança, aquele porto fazia parte de uma rede que precisava conectar a produção e o consumo do Norte aos demais mercados brasileiros.

O porta-contêineres, identificado pelo IMO 9603221, integrou uma série de quatro embarcações anunciadas com capacidade para 3.800 TEU, unidade equivalente a um contêiner de vinte pés. Com cerca de 228 metros de comprimento, o navio tinha também 500 tomadas para contêineres refrigerados. Essa estrutura permitia acomodar cargas com necessidades diferentes na mesma viagem, incluindo produtos que dependem do controle de temperatura.

A série representou um investimento anunciado de R$ 450 milhões. Os navios foram projetados para a operação nos portos brasileiros, com atenção ao consumo de combustível e às condições de navegação. No caso de uma frota que atende à Amazônia, o acesso fluvial também integra o trabalho: chegar ao terminal exige conhecer canais, profundidades e procedimentos de manobra, além de planejar a viagem marítima.

O nome presta homenagem ao navegador português associado à expedição que realizou a primeira volta ao mundo. No navio contemporâneo, porém, a tarefa está ligada a uma circulação bem mais próxima: transportar mercadorias entre regiões que dependem umas das outras para produzir e abastecer seus mercados.

O batismo em Manaus deu uma referência concreta a essa missão. O Fernão de Magalhães foi apresentado num ponto em que mar e rio participam da mesma cadeia de transporte, lembrando que a cabotagem brasileira também se constrói longe da linha da praia.

imagem: static.vesselfinder.net

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