Sebastião Caboto

por CCMM_gp

Em 15 de maio de 2013, o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Santos recebeu uma cerimônia dedicada a um navio de carga. Era o batismo do Sebastião Caboto, primeira unidade da série de quatro porta-contêineres que a Aliança incorporou para renovar sua cabotagem. A apresentação pública marcava uma mudança que já começava a aparecer nas viagens da companhia.

Identificado pelo IMO 9602875, o navio foi construído pelo Shanghai Shipyard, na China. A capacidade divulgada na ocasião era de 3.800 TEU, com 500 tomadas para contêineres refrigerados. Ao lado de Fernão de Magalhães, Pedro Álvares Cabral e Américo Vespúcio, passou a compor uma geração de embarcações desenvolvida para atender à costa e aos portos brasileiros.

Ser o primeiro de uma série dá ao navio um lugar particular na trajetória da frota. É a unidade que apresenta, na prática, um projeto destinado a se repetir: os espaços de carga, os equipamentos e as condições de operação passam a ser conhecidos por tripulações e terminais. A padronização facilita a familiaridade com a embarcação, embora cada viagem continue exigindo planejamento próprio.

O investimento anunciado para os quatro navios superava R$ 450 milhões. A companhia vinculava a renovação à segurança operacional e à redução do consumo de combustível, numa atividade em que escalas frequentes e sucessivas operações de carga fazem parte da rotina.

O Sebastião Caboto permite situar esse momento da cabotagem. Seu interesse histórico está na passagem de um plano de renovação para o trabalho efetivo no mar, quando a capacidade projetada se transforma em carga embarcada e em responsabilidade assumida a bordo.

imagem: www.shipspotting.com

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