CCMM amplia presença institucional com novo Conselho de Marinha Mercante e Economia do Mar

por CCMM

O Centro dos Capitães da Marinha Mercante passa a ocupar um novo espaço de interlocução com o comércio exterior e a Economia do Mar. Nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o presidente do CCMM, CLC Plínio Rodrigues Calenzo, tomou posse como presidente do Conselho de Marinha Mercante e Economia do Mar da FCCE, Federação das Câmaras de Comércio Exterior, em cerimônia realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

Mais do que a criação de um novo conselho, a iniciativa aproxima dois ambientes que estão diretamente relacionados. A FCCE reúne empresários, câmaras de comércio e representantes ligados às atividades de importação e exportação, enquanto a Marinha Mercante constitui um dos principais elos físicos desse comércio. Cerca de 95% do comércio internacional brasileiro, em volume, passa pelo transporte marítimo, o que ajuda a dimensionar a importância dessa aproximação.

Ao lado de Plínio Calenzo, integram a vice-presidência do Conselho o Comte. Francisco César Monteiro Gondar, Cap. Hon. David de Oliveira Antunes, CLC Raildo Viana, Dra. Nathalia Oliveira Souza, Dra. Jade Ferreira Santos de Andrade, Jemima dos Santos Analla, Comte. Júlio César Barcellos Guimarães, Comte. Marcelo Felipe Alexandre, Dra. Eloá Maria Cecília da Silva Souza, CMG Fábio Andrade, Comte. Marcelo Antunes e Comte. Fabiana Vila Nova Durant da Silva.

A composição multidisciplinar acompanha a própria amplitude da Economia do Mar, que não se limita à navegação. Portos, logística, indústria naval, petróleo e gás, energia, comércio exterior, formação profissional, Direito, tecnologia e sustentabilidade fazem parte de uma cadeia que ganha crescente importância econômica e institucional no país.

Esse movimento já pode ser percebido na esfera pública. O Brasil avança na construção de uma metodologia oficial para medir a participação da Economia do Mar no Produto Interno Bruto, trabalho coordenado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e pelo IBGE. A iniciativa procura estabelecer uma referência nacional para identificar quanto as atividades relacionadas ao mar efetivamente representam na economia brasileira.

É nesse cenário que a presença do CCMM no Conselho ganha relevância. O Centro passa a participar de um ambiente no qual sua experiência marítima pode dialogar diretamente com empresários, profissionais do comércio exterior e representantes de outros segmentos econômicos.

Para o CCMM, trata-se também de uma ampliação de sua presença institucional. O conhecimento acumulado por Capitães que acompanharam durante décadas a operação de navios, portos e empresas de navegação passa a encontrar um novo espaço de discussão, agora conectado aos desafios econômicos, tecnológicos e estratégicos que cercam o mar brasileiro.

O desafio começa agora: transformar experiência profissional em diálogo, propostas e contribuição efetiva para uma Economia do Mar que ocupa espaço cada vez maior nas discussões sobre o desenvolvimento brasileiro.

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