
o STCW, principal referência internacional para os padrões de formação, certificação e serviço de quarto dos marítimos. A IMO trabalha na revisão desse conjunto de regras diante das transformações tecnológicas que estão chegando aos navios, incluindo digitalização, automação e utilização de combustíveis alternativos.
Para a Marinha Mercante, essa transformação abre uma nova etapa na qual conhecimento técnico e segurança operacional caminham ainda mais próximos. O profissional do futuro continuará precisando dominar navegação, máquinas, operações de carga e procedimentos de emergência, mas terá de incorporar competências que não estavam presentes na formação tradicional.
Existe ainda uma questão prática importante. A frota mundial não será transformada de uma só vez. Durante muitos anos deverão coexistir navios utilizando óleo combustível, diesel marítimo, GNL, metanol, amônia e outras soluções. O marítimo poderá, portanto, trabalhar ao longo da carreira em embarcações com tecnologias bastante diferentes.
A transição energética dos navios depende de investimentos, regulamentação e desenvolvimento tecnológico. Porém, existe um componente que nenhuma inovação poderá substituir: profissionais devidamente preparados para operar os novos sistemas com segurança.
Por isso, quando se discute o combustível que moverá o navio do futuro, outra pergunta precisa acompanhar o debate: quem estará preparado para operá-lo?
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