
Quem deseja ingressar na atividade aquaviária ou ampliar suas qualificações profissionais encontra no Programa do Ensino Profissional Marítimo para Aquaviários (PREPOM) uma das principais referências para planejar sua formação. Organizado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o programa reúne cursos destinados a diferentes categorias profissionais, permitindo que candidatos e trabalhadores já habilitados conheçam as oportunidades disponíveis e os requisitos exigidos para participar.
Uma das características mais importantes do PREPOM é sua abrangência. Embora a formação dos oficiais da Marinha Mercante seja frequentemente associada ao CIAGA e ao CIABA, o Ensino Profissional Marítimo atende também a profissionais que trabalham em embarcações de apoio, transporte fluvial, pesca e outras atividades aquaviárias. As necessidades dessas categorias variam conforme o tipo de embarcação, a função desempenhada e as responsabilidades previstas na legislação.
O PREPOM funciona como um instrumento de planejamento e divulgação. Nele são apresentadas informações sobre os cursos programados, os locais de realização, os requisitos de matrícula, o número de vagas e as certificações correspondentes. Dessa maneira, o interessado pode identificar qual formação se relaciona à atividade que pretende exercer, evitando inscrever-se em um curso incompatível com sua situação profissional.
A consulta deve começar pelo portal da DPC, onde está disponível a programação nacional. Depois de localizar o curso desejado, o candidato precisa verificar a Capitania, Delegacia ou Agência responsável por sua execução, pois os procedimentos de inscrição, as datas e a documentação necessária são divulgados nos respectivos editais. Não basta, portanto, encontrar o nome de um curso na programação anual. É indispensável acompanhar os comunicados do órgão responsável pela turma.
Outro aspecto relevante é a gratuidade dos cursos integrantes do programa. O PREPOM estabelece que a formação oferecida nessas condições não exige pagamento de mensalidades. O documento também prevê determinadas facilidades aos alunos, como material de ensino e, conforme as condições e disponibilidades estabelecidas, apoio relacionado à alimentação, auxílio financeiro ou alojamento. Esses benefícios não devem ser interpretados como automaticamente disponíveis em todas as turmas, razão pela qual o edital precisa ser consultado.
Os critérios de seleção também variam. Alguns cursos exigem escolaridade mínima, idade específica, condições de saúde ou aprovação em avaliações físicas e de conhecimentos. Outros são destinados exclusivamente a aquaviários que já possuem determinada categoria ou experiência profissional. A existência de vagas não significa, por si só, que qualquer interessado poderá matricular-se.
A programação de 2026 demonstra a diversidade dessa estrutura. Capitanias de diferentes regiões divulgaram processos seletivos para marinheiros de convés e máquinas, profissionais da navegação fluvial, pescadores e trabalhadores que buscam aperfeiçoamento em suas categorias. Como os calendários podem sofrer alterações, a informação publicada pelo órgão executor deve prevalecer sobre cronogramas consultados anteriormente.
O PREPOM também acompanha a evolução da carreira. À medida que o aquaviário assume novas funções, podem surgir exigências adicionais de qualificação, atualização ou aperfeiçoamento. A formação profissional, nesse sentido, não termina com o primeiro certificado, mas acompanha as responsabilidades adquiridas ao longo da vida embarcada.
Para quem está começando, a orientação mais segura é compreender primeiro qual atividade deseja exercer e qual categoria profissional corresponde a essa função. A partir daí, a consulta ao PREPOM e aos editais permite construir um caminho de formação compatível com as exigências reais do setor marítimo e fluvial brasileiro.
imagem: www.agencia.marinha.mil.br