
A força da correnteza no Rio Itajaí-Açu levou à suspensão da navegação no acesso ao Complexo Portuário de Itajaí às 17h50 de quarta-feira, 4 de novembro. Segundo informações, a velocidade da água chegou a 2,9 nós, cerca de 5,4 km/h, acima dos parâmetros operacionais de segurança e a Superintendência do Porto de Itajaí declarou a barra totalmente impraticável e informou que aguardava a liberação da autoridade marítima para a retomada do tráfego.
A medida impede temporariamente a entrada e a saída de embarcações pelo canal. Navios com manobras previstas precisam aguardar uma nova avaliação das condições, e os operadores devem reorganizar a programação conforme a duração da restrição e, até esse momento, segundo nota divulgada pela autoridade portuária, não havia previsão de reabertura.
A decisão ocorre em um período de atenção às condições hidrológicas da região. No início de novembro, o Porto de Itajaí instalou dois marégrafos de radar e uma estação meteorológica para ampliar o acompanhamento do canal. Os equipamentos vão medir variações do nível da água e reunir informações ambientais e operacionais para apoiar decisões sobre as condições de navegação. Na data da divulgação, o sistema ainda passava por conferência e calibração.
O porto também mantém dragagem de manutenção e prevê campanhas complementares para lidar com o acúmulo de sedimentos no canal. Essas medidas tratam de aspectos diferentes da navegação: a dragagem atua sobre as profundidades, enquanto os dados de correnteza, maré e condições meteorológicas ajudam a avaliar se uma manobra pode ser realizada com segurança.
A suspensão preventiva mostra como as condições de um canal podem alterar a operação portuária em poucas horas e a retomada depende de uma nova avaliação e da autorização da autoridade marítima. Até lá, a programação precisa acompanhar a situação real do acesso, sem antecipar uma liberação que ainda não foi anunciada.
imagem: fiesc.com.br
Categoria: Marinha Mercante & Navegação