Regata da Escola Naval aproxima velejadores de diferentes gerações

por CCMM_gp

A 81ª Regata da Escola Naval, realizada em 11 de outubro, reuniu numa mesma programação velejadores de diferentes idades, clubes e classes. O Grêmio de Vela da Escola Naval reconheceu Ralph Rosa, do veleiro Maximus, da classe ORC Cruiser Race, como o competidor mais experiente da edição. Tomás Rhamnusia, que velejou no Optimist Spike, foi apontado como o mais jovem.

A distância entre essas duas trajetórias ajuda a entender por que a regata interessa também a quem acompanha a vela amadora: ela põe em evidência tanto a experiência acumulada ao longo de anos quanto a formação de novos velejadores.

As classes presentes mostram a variedade da competição. O resultado provisório divulgado pelo GVEN inclui barcos oceânicos, Ranger 22, Dingue, Catamarã, ILCA, prancha a vela e Optimist, entre outros e cada classe reúne barcos com características próprias. Por isso, quando se fala em colocação, a comparação é feita dentro da classe ou divisão correspondente, e não simplesmente entre todos os barcos que cruzaram a linha de chegada.

Os resultados consultados pelo GVEN estavam identificados como provisórios, com atualização em 14 de outubro.

Na classe RGS, por exemplo, o resultado provisório geral colocou o Anahata, de Paulo Jorge Mendes Menezes Santos, do Iate Clube Brasileiro, em primeiro lugar. O Blue Moon, de Antenor Magalhães, do Iate Clube Jardim Guanabara, ficou em segundo, e o Marlin, de Thiago Martins, do GVEN, em terceiro. Já no Optimist, as classificações foram separadas por categorias de estreantes, incluindo divisões por faixa etária e gênero. Na categoria infantil feminina de estreantes, a primeira colocação provisória ficou com Giulia Lourenço Furtado, do Clube Naval Charitas.

Essa divisão é importante para compreender o espaço dos velejadores de clubes e dos jovens em formação: a classe informa o tipo de barco ou o sistema usado para organizar a disputa; por si só, não diz se o competidor é profissional ou amador. No Optimist, a regata oferece uma porta de entrada para crianças e adolescentes que estão começando e nas classes de oceano e nos monotipos, permite que tripulações com barcos diferentes disputem suas próprias classificações.

A tradição de participação aberta também faz parte da história do evento.

Segundo o GVEN, a Regata da Escola Naval foi criada como forma de retribuir a acolhida que os Aspirantes recebiam nos clubes náuticos. Na origem, a condição para participar era cruzar a linha de largada. Com o crescimento da regata, a organização passou a reunir várias classes e provas, mantendo o encontro entre a Escola Naval e a comunidade da vela como uma de suas marcas.

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Categoria: Pessoas, Formação & Vida no Mar

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