Fonte: Portos e Navios
Faz pouco mais de uma década que se instalou em Pernambuco a iniciativa pela indústria naval em um esforço combinado entre os setores públicos e privados para quebrar a dependência brasileira na oferta de grandes embarcações. Dentro deste esforço o setor privado entrava com know-how, o setor público entrava com o financiamento e a Petrobrás entrava com a demanda. Dez anos se passaram, vários navios foram entregues, mas o cenário está longe de ser confortável e, em verdade, a depender da disposição do atual governo em voltar a abrir o mercado a iniciativa corre sério risco de ter um fim abrupto e desolador.
Iniciativas como esta não são casos raros em nossa economia, muito pelo contrário, foram a ordem do dia durante muito tempo, notadamente no governo milita. Substituir importações através da criação de mercado interno era o lema, e isto alterou a cara de nossa economia. Funcionou? Este é um ponto controverso. Muitos dirão que sim, que nos tornamos um país industrializado, saindo do modelo agroexportador que o açúcar e o café nos tornaram da gênese de nossa república. Outros dirão que não, que crescemos baseados em incentivos artificias e que ante a retirada destes incentivos à economia se mostra frágil e sensível a todo tipo de tormento no mercado doméstico e internacional. Ademais, dizem os críticos, ainda mantemos nossa competitividade concentrada no setor agroexportador, como antes.
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